domingo, 25 de abril de 2010

Eu não sei porque, mas só sei que é assim.

Por que é tão difícil entender as pessoas? É muito mais difícil entender principalmente aquelas que mais amamos e mais temos contato, a qual temos convivência. Por que?
Por que quando mais precisamos da compreensão de uma pessoa em especial é a qual menos temos? Seria isso a complexidade do ser? Seria isso então tamanha segurança que temos em que a pessoa X nos ama e daí podemos fazer o que bem entender com ela sem o medo de perde-la porque, como eu disse, temos tanta segurança no sentimento dela que não cogitamos o medo em nós? Por que será que as pessoas cada vez mais se entendem menos? Existem os casos raros de existir uma harmonia inigualável entre um ser e o outro, mas que por mais harmoniosos que sejam, existe as interferências do mundo e das coisas.
Nós estamos tão presos a os fetiches que nos dominam, que ficamos presos ao efeito das coisas e não nos debruçamos a compreender o fenômeno da coisa, e com tal limitação nos damos por satisfeitos ou por verdadeiro ou ficamos convictos de estar com a razão.
Será que, paramos para refletir? E se paramos, será que paramos para refletir de forma sistemática, metódica colocando todas as peças em jogo? Mas uma reflexão sem a finalidade de chegar a um denominador comum e sem a pretensão de chegar no certo ou no errado, mas puramente para refletir e com isso tirarmos proveito do caso para aprendermos com ele e mesmo que estejamos “certo” não usar deste artifício para julgar o outro e sim aprender a lhe dar com o outro. Queremos tanto que as coisas sejam ao nosso jeito desejo e esquecemos que o mundo assim como nós é imperfeito em busca de reparos, melhorias e adaptações. Se somos humanos demasiados humanos errantes, porque o nosso semelhante não tem uma conduta mais sensata, parcial conosco? Estamos tão egoístas e insensíveis que nem nos damos conta e dizemos que não. Sendo que se não somos capazes de parar e refletir sobre nós mesmos, não iremos notar nenhuma mudança em nosso interior, a não ser em nosso exterior de forma estética e superficial.
Nós estamos tão distantes do valor afetivo de um com o outro e nos aproximando cada vez mais da cobiça dos prazeres mundanos e com isso passamos a ter mais sentimentalismo com tais prazeres do que com o próprio ser, do que com a própria pessoa que amamos ou estimamos muito.
Matamos por motivos banais, brigamos por qualquer coisa, ofendemos o outro sem nem pensar em nada, simplesmente por estar com “raiva, decepcionado, revoltado...”
A vida hoje em dia está valendo tão pouco, o amor está destruído e o caráter moral cada vez é perdido ou substituído pelas posses. Estamos nos tornando um bando de androides ou seres altamente egoístas e frios, e o pior! Negamos! Negamos tudo! Negamos a todos! Negamos sempre! ...
Por fim, aqui é um pensamento puramente compartilhado na intenção de por para fora algo que até presente momento me incomoda muito e me sufoca. Esta talvez um tanto quanto imaturo ou confuso, mas prefiro por tudo isto para fora e compartilhar com vocês do que simplesmente cuspir no vento. Obrigado por ler minhas besteiras! Até.

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